Publicada em 6 de maio de 2025 | Tradução e adaptação
As chamadas city farms de Londres são verdadeiros oásis urbanos que conectam moradores com a natureza, promovem educação alimentar, bem-estar e práticas sustentáveis. Surgidas na década de 1970, inicialmente como uma forma de revitalizar terrenos abandonados e engajar a comunidade local em atividades com animais e agricultura, essas fazendas evoluíram e hoje são polos de agricultura experimental e de impacto social.
Segundo Leon Ballin, da Soil Association, essas fazendas ajudam a combater problemas críticos das cidades modernas como desigualdade alimentar, acesso restrito a alimentos frescos e problemas de saúde. Elas também colaboram com a formação de corredores ecológicos e integração com escolas e empresas.
Exemplos em destaque:
- Horsenden Farm (Ealing)
Envolvida com cultivo de hortaliças, conservação de habitats, compostagem, apicultura e reflorestamento de cercas vivas. Um celeiro do século XIX abriga programas para voluntários e a fazenda ainda conta com uma padaria, cervejaria e trilhas naturais. - Stepney City Farm (Tower Hamlets)
Criada por moradores em 1979, a fazenda tem 4,5 acres e funciona sem agrotóxicos, máquinas pesadas ou pesticidas. A carne e os produtos são vendidos a restaurantes e em feira semanal. Também abriga estúdios de artistas, hortas comunitárias, atividades escolares e um novo café. - Sitopia Farm (Greenwich)
Com apenas dois acres, produz mais de 25 variedades de tomates e flores, seguindo o modelo “corte e volte a crescer” (sem arar o solo). Promove cursos, recebe escolas e empresas e busca financiamento coletivo para ampliar suas instalações sustentáveis. - Woodoaks Farm (Rickmansworth)
Recebida por doação em 2020, passou por um processo de transição agroecológica com rotação de culturas, reflorestamento, análise do solo e corredores de biodiversidade. Um antigo celeiro do século XVI está sendo transformado em centro comunitário e educativo.